Vale (VALE3): Itaú BBA vê 4 frentes de crescimento e reforça recomendação de compra

O Itaú BBA mantém recomendação de compra (outperform) para Vale, com preço-alvo de US$ 13 para o ADR e R$ 74 para as ações na B3 até o fim de 2025; veja motivos

Murilo Melo

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A Vale (VALE3) tem quatro vetores centrais para sustentar resultados e ampliar valor nos próximos anos, segundo relatório do Itaú BBA: equilíbrio no mercado de minério de ferro, expansão da produção de cobre, ajustes estratégicos no negócio de níquel e política de alocação de capital com foco em recompras de ações.

A análise foi feita após encontros do banco com o CFO da mineradora, Marcelo Bacci, e a head de Relações com Investidores, Patricia Tinoco, em reuniões com investidores nos EUA e Canadá.

Minério de ferro

A Vale projeta preços entre US$ 90 e US$ 100 por tonelada nos próximos anos, sustentados por um balanço equilibrado entre oferta e demanda. O início das operações de Simandou, na Guiné, previsto para o fim de 2025, deve ter impacto limitado nas cotações, compensando apenas a queda de qualidade do minério exportado por Austrália e Brasil.

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A mineradora busca maior flexibilidade operacional para ajustar a oferta conforme a demanda. A China segue relevante, mas com foco cada vez maior na indústria de manufatura e exportações. A expectativa é que eventual recuo na produção de aço chinesa seja compensado por Índia — que pode se tornar importadora líquida em até três anos — e por países do Sudeste Asiático.

Cobre

O cobre é apontado pelo BBA como a principal alavanca de crescimento da Vale. A produção deve dobrar, dos atuais 350 mil para 700 mil toneladas anuais até 2035, com avanço principalmente via projetos próprios, como expansões em Carajás e novos empreendimentos. Fusões e aquisições ficam em segundo plano, com prioridade para Brasil, Canadá e América do Sul.

Níquel

O objetivo é reduzir custos totais, incluindo manutenção, para atingir o equilíbrio de caixa até o fim de 2026. Brasil e Indonésia já operam de forma eficiente, mas ativos no Canadá ainda demandam ajustes.

Alocação de capital

O BBA estima que a Vale encerrou o 2º trimestre com dívida líquida expandida de cerca de US$ 17,4 bilhões e deve reduzir o montante no segundo semestre com geração mais forte de caixa. Se o minério permanecer próximo a US$ 100/t, a mineradora pode atingir o ponto médio da meta de dívida (US$ 10 a US$ 20 bi), abrindo espaço para dividendos extraordinários ou recompras de ações — preferência atual da gestão, segundo o banco.

O Itaú BBA mantém recomendação de compra (outperform) para Vale, com preço-alvo de US$ 13 para o ADR e R$ 74 para as ações na B3 até o fim de 2025.