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SÃO PAULO – Embora as projeções para o próximo ano sejam mais otimistas do que as anteriormente feitas para 2006, a indústria de transformação espera, para 2007, a manutenção do cenário do crescimento a taxas moderadas, verificado neste ano.
A pesquisa mostra que, embora o grau de confiança na situação dos negócios tenha superado as fracas projeções para este ano, o setor industrial, mesmo apostando em crescimento de produção e emprego, percebe fatores que podem impactar negativamente a rentabilidade das empresas do setor.
Tais percepções foram divulgadas nesta quarta-feira (22) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em uma consulta a 1.051 empresas do setor de transformação.
Leves melhoras em investimento e empregos
A consulta da FGV mostra que a parcela de empresas que programam aumentar seus gastos com investimento no próximo ano passou de 38% em 2006 para 39% em 2007. Já a projeção de diminuição de investimentos caiu de 22% para 13%.
Um aquecimento no ritmo de expansão do emprego industrial também é esperado pelo setor de transformação. A proporção de empresas que pretendem contratar aumentou de 30% para 40%, ao passo que as perspectivas de diminuição do quadro de funcionários diminuíram de 16% para 10%.
Estabilidade nas projeções de faturamento
A pesquisa também aponta que os prognósticos para faturamento pouco diferem das projeções para 2006. A parcela de empresas que prevêem aumento do faturamento, descontada a inflação, passaram de 72% em 2006 para 71% no próximo ano. Na mesma base comparativa, as projeções de queda no faturamento recuaram de 9% para 5%.
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Dentre estes 71% que esperam expansão do faturamento, 42% esperam taxas entre 0,1% e 5% para o próximo ano, acima dos 24% apurados na pesquisa realizada em outubro de 2005. O percentual de empresas que esperam crescimento no faturamento acima de 20% manteve-se inalterado em 5%.
Apesar da valorização cambial ocorrida nos últimos 12 meses, os prognósticos para importações continuam fracos. Por outro lado, empresas que representam 59% do mercado apostam em crescimento das exportações.