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SÃO PAULO – A B2W, nascida da fusão da Americanas.com e do Submarino, já nasce como a terceira maior empresa de varejo eletrônico do mundo, segundo estimativas da Ágora Corretora e do Banco Pactual, e com expectativas ambiciosas. A nova companhia pretende incomodar as gigantes do varejo tradicional.
Em teleconferência realizada nesta sexta-feira com Flavio Jansen, presidente do Submarino e diretores da empresa, os empresários afirmaram que a nova companhia pretende crescer ao ponto de ser “capaz de competir com as grandes empresas do varejo brasileiro como Pão de Açúcar, Wal-Mart e Carrefour”.
Jansen será co-presidente da B2W juntamente com Anna Saicali, diretora-presidente da Americanas.com.
Crescimento interno e externo
A nova empresa crê que o varejo eletrônico no país ainda não foi totalmente explorado. O varejo on-line representa apenas 1% do varejo total brasileiro, enquanto em outros países esta relação é de 5%. “Acreditamos que a fusão ajudará a dar maiores benefícios aos consumidores, o que fará com que o varejo on-line atinja este patamar”.
Além disso, a atuação da empresa será global e, neste sentido, o know how das duas companhias e o baixo custo operacional devem beneficiar a B2W na competição por espaço no mercado externo. “O custo baixo da operação no Brasil fará com que as operações no exterior tenham vantagem em relação aos outros players do mercado internacional como Amazon.com e Wal-Mart.com”
Os executivos também revelaram que a fusão deve acarretar em menores custos, o que poderá tornar os preços mais competitivos.
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Assembléia ratificará fusão
Para a fusão ser selada, os acionistas do Submarino ainda precisam votar a proposta que, entre outros aspectos, atribui que cada acionista da empresa receberá uma ação da B2W para cada uma que possuir. Além disso, serão distribuídos R$ 500 milhões em proventos relativos à redução do capital.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) também precisa validar a fusão, mas na visão dos empresários, a nova empresa representará um percentual pequeno do varejo brasileiro, e por isso, não deverá encontrar nenhum problema regulatório.