Para formalização, motoboy gasta cerca de R$ 250 em SP

Veja os documentos e as exigências que a Secretaria Municipal de Transportes exige para a regularização do profissional

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SÃO PAULO – Os motoboys que trabalham em São Paulo precisam realizar um cadastro profissional na prefeitura. Apesar da lei de regulamentação ter sido criada em 2005 e atualizada este ano, estimativas apontam que dos 150 mil profissionais da aérea na Capital, apenas 20 mil estão com a situação legalizada.

Para a formalização, são gastos quase R$ 250, entre taxas de inscrição, curso de direção defensiva e troca de placa de identificação. Apesar dos prazos de cadastramento já terem passado, é importante procurar a administração municipal para efetuar a regularização.

“A regularização cria uma rede de empresas sérias”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Motoqueiros, Motoboys e Motociclistas, Lucas Pimentel.

Moto

Antes de procurar o Departamento de Transportes Públicos (DTP), é importante avaliar se as condições de sua moto correspondem às exigências da Secretaria Municipal de Transportes, que efetuará a vistoria no momento da regularização. Os seguintes requisitos são exigidos:

Taxas

Se está tudo certo com o veículo, agora é hora de começar a pagar as taxas. O valor cobrado pelo cadastramento da licença da moto é de R$ 22,15, enquanto o da vistoria custa R$ 21,25. A inscrição do próprio condutor está em R$ 10,60.

Até agora, portanto, o custo total está em R$ 54.

Condumoto

A habilitação para a legalização da prática depende da concessão do Condumoto, um documento que comprova a realização de um curso de direção defensiva, com carga de 10 horas/aula.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o documento pode ser obtido diretamente no Centro de Treinamento e Educação de Trânsito (Cetet) mediante pagamento de R$ 15. Quem preferir pode optar por pedir o encaminhamento de uma escola credenciada, que oferecem o serviço por até R$ 40.

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Outros requisitos

No entanto, antes de conseguir o condumoto é preciso possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A, válida e expedida há pelo menos um ano.

Também deve ser apresentado um prontuário de condutor expedido pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), com extrato de pontuação por infrações de trânsito e uma certidão de antecedentes criminais, expedida pelo Cartório do Distribuidor Criminal e pela Vara das Execuções Criminais da Comarca da Capital.

Períodos de concessão

Quem estiver de acordo com as normas receberá o Condumoto provisório, que tem validade de seis meses. Caso seja expedido um permanente após o final do prazo, o documento poderá ser utilizado durante três anos, caso a CNH não vença dentro do período. Nessa situação, a renovação deve ser feita em no máximo 30 dias.

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Troca de placa

O motociclista também precisa providenciar a troca da placa de seu veículo. Para isso deve ir até o Detran e pedir uma substituição da branca pela vermelha.

Esse processo tem um custo um pouco maior: para aquelas motos não licenciadas, são cobrados R$ 154,62. As que já estiverem com a documentação em ordem gerarão um desembolso de R$ 107,26.