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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos EUA registraram um forte recuo de 1,3% frente a última semana. As reservas de óleo para calefação também diminuíram na passagem semanal, em 1,2%.
As reservas de derivados registraram um leve recuo de 0,4%, enquanto nível dos estoques de gasolina, quando comparados à última semana, diminuiu em apenas 100 mil barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias recuou de 90,5% para 89,1%.
Os dados foram divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (13), em seu relatório sobre a variação semanal dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados. O documento toma como base a semana terminada no dia 08 de dezembro.
Variação entre as duas últimas semanas
| Em milhões de barris | Semana atual | Semana anterior | Diferença |
| Óleo bruto | 335.4 | 339.7 | -1,3% |
| Gasolina | 199.9 | 200.0 | – |
| Derivados | 131.9 | 132.4 | -0,4% |
| Óleo para calefação | 56.9 | 57.6 | -1,2% |
Comparação anual
| Em milhões de barris | Semana 08/12/2006 | Semana 08/12/2005 | Diferença |
| Óleo bruto | 335.4 | 322.7 | 3,9% |
| Gasolina | 199.9 | 206.0 | -3,0% |
| Derivados | 131.9 | 134.2 | -1,7% |
| Óleo para calefação | 56.9 | 59.1 | -3,7% |
Cotação em leve alta em Londres e Nova York
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 62,11
nesta quarta-feira, leve alta de 0,24% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho positivo
dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 3,59% neste mês de dezembro.
Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 5,31%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
58,98 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em janeiro de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 61,06 por barril, configurando uma alta de 0,07% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
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Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.