Mapa da Fome: o que é e por que o Brasil deixou novamente após três anos

Relatório da ONU aponta que país ficou abaixo do limite de subnutrição entre 2022 e 2024

Victória Anhesini

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O país já havia deixado o mapa em 2014, mas voltou a aparecer entre 2019 e 2021. Retirar o Brasil novamente dessa lista foi uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comemorou o novo resultado.

“A saída do Brasil do Mapa da Fome é resultado de decisões políticas do governo brasileiro que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo à geração de emprego e renda, o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento da alimentação escolar e o acesso à alimentação saudável”, afirmou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em nota.

O que é o Mapa da Fome?

Criado pela FAO, o Mapa da Fome aponta os países onde mais de 2,5% da população enfrenta insegurança alimentar grave, com dificuldades contínuas para obter comida em quantidade suficiente.

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Estar nesse mapa significa que uma parcela significativa da população sofre de fome crônica, o que representa uma violação do direito básico à alimentação.

O principal indicador usado pela FAO para essa análise é a Prevalência de Subnutrição (PoU, na sigla em inglês). Ele mede o percentual da população que não tem acesso regular à quantidade mínima de calorias necessárias por dia.

A FAO considera três fatores para definir a situação alimentar de um país:

A partir desses dados, estima-se quantas pessoas estão abaixo do nível mínimo de consumo calórico diário. Se esse grupo representar mais de 2,5% da população, o país entra no Mapa da Fome. Se for menos, sai.

Além disso, o relatório da FAO sempre usa médias de três anos para suavizar o impacto de crises pontuais, como secas ou recessões econômicas.

Situação do Brasil

De acordo com o relatório mais recente, o Brasil tem hoje uma prevalência de subnutrição inferior a 2,5%. Cerca de 20 anos atrás, essa taxa era de 5,7%.

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Além disso, há insegurança alimentar grave em 3,4% da população, o que significa que enfrentam dificuldades sérias para garantir três refeições diárias. Na insegurança moderada, são 13,5% dos brasileiros que sofrem incerteza frequente sobre as refeições.

O relatório mostra que o país enfrentou um agravamento da fome nos anos anteriores: a taxa chegou a 4,2% até 2022. No ano seguinte, caiu levemente para 3,9%, ainda equivalente a cerca de 8,4 milhões de pessoas passando fome.

Agora, com os dados de 2024 incluídos na média, o índice ficou abaixo dos 2,5% exigidos para sair do Mapa da Fome, o que representa um importante avanço na agenda social e alimentar do país.

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O Brasil não faz mais parte do Mapa da Fome, publicação elaborada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU). A exclusão se baseia na média dos anos de 2022, 2023 e 2024, período em que o país ficou abaixo do limite de 2,5% da população com risco de subnutrição, ou seja, sem acesso suficiente a alimentos.

O país já havia deixado o mapa em 2014, mas voltou a aparecer entre 2019 e 2021. Retirar o Brasil novamente dessa lista foi uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comemorou o novo resultado.

“A saída do Brasil do Mapa da Fome é resultado de decisões políticas do governo brasileiro que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo à geração de emprego e renda, o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento da alimentação escolar e o acesso à alimentação saudável”, afirmou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em nota.