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SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu, na última quinta-feira (06), que os bancos oficiais (donos de 32,6% dos créditos do sistema financeiro) aumentem a oferta de crédito ao mercado, segundo informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O ministro disse que a recomendação foi feita pelo presidente durante reunião de Avaliação Crédito & Atuação dos Bancos Públicos, no Palácio do Planalto, em que estiveram presente o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e dirigentes do Banco do Brasil (BB), da Caixa Econômica Federal e dos bancos Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Nordeste (BNB) e da Amazônia (Basa).
Oferta deve crescer 40%
Segundo Mantega, essa oferta pode crescer em torno de 40% em pouco tempo. Essa atuação do crédito bancário no País atingiu estoque de R$ 654,7 bilhões no mês de maio, de acordo com números do Departamento Econômico do Banco Central.
De acordo com o ministro, todos os presentes concordaram que, para o crescimento econômico ser sustentado, é indispensável aumentar o volume de crédito. Para isso, a carteira oficial de créditos bancários aumentou 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2003 para cá. Desde o primeiro ano do governo Lula, essa relação passou de 23,9% para os atuais 32,6%; muito em função dos empréstimos consignados.
Esse aumento, no entanto, se deve muito mais à participação dos bancos privados. De acordo com o último relatório do Banco Central sobre Política Fiscal e Operações de Crédito do Sistema Financeiro, a expansão do crédito entre bancos privados nacionais foi de 3% em maio, contra um avanço de 2,6% entre as instituições estrangeiras e 2,3% dos bancos oficiais.
Crédito livre
No mesmo período, informou o ministro, a expansão do crédito com recursos livres saltou de 14,8% para 22,1% do PIB; o que revela a evolução mais tímida dos créditos oferecidos ao setor rural, habitação e saneamento em relação à carteira de empréstimos com recursos livres.
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A evolução da oferta desses créditos entre as instituições públicas passou de 9,1% para 11,9% do PIB nos últimos quatro ano, bem menos que a dos bancos privados, que no período passou de 14,8% para 20,7% do PIB.
Mantega ressaltou que os bancos públicos têm função de fomento, atuando em setores pouco atrativos para os bancos privados.