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SÃO PAULO – A primeira semana de julho foi levemente negativa para o mercado brasileiro, com o surgimento de um impasse entre Coréia do Norte e Ocidente preocupando os investidores, tanto no Brasil como nos principais mercados internacionais. No cenário interno, porém, os dados macroeconômicos seguem reforçando o otimismo.
Neste contexto, a cautela quanto ao plano externo foi retomada e o Ibovespa acumulou queda de 1,44% durante a semana, enquanto o dólar comercial avançou 0,74%. Os juros futuros recuaram e o risco-país subiu.
Cenário externo: tensão internacional
No cenário externo, testes de mísseis balísticos pela Coréia do Norte preocuparam a comunidade internacional, com efeitos bastante negativos sobre os mercados financeiros.
Os lançamentos geraram reações imediatas das lideranças das principais potências globais, mas dividiram o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Japão e EUA concordaram em trabalharem juntos em busca de sanções contra os norte-coreanos, em contraposição à opinião de Rússia e China.
A Coréia do Norte, no entanto, afirmou que continuará realizando seus testes, alegando interesses de defesa nacional e aproximando sua postura à do Irã.
Também preocupou o mercado, o novo recorde dos preços do petróleo nas bolsas internacionais. A commodity avançou acima dos US$ 75, reagindo ao aumento das tensões internacionais e ao crescimento da demanda.
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Por fim, o relatório do emprego norte-americano, divulgado na sexta-feira, mostrou um avanço menor do que o esperado do número de vagas criadas, mas não aliviou as preocupações em relação às taxas de juros, já que apontou um crescimento dos ganhos por hora.
Cenário interno: notícias positivas
No cenário interno, o plano econômico continuou apresentando melhora. Já na segunda-feira, o Ministério do Desenvolvimento divulgou o saldo da balança comercial de junho, que foi o maior do ano.
Ainda no mesmo dia, o relatório Focus do Banco Central mostrou pela primeira vez projeções abaixo de 4% para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ao final do ano, percepção corroborada pela deflação de 0,28% apresentada pelo indicador na em junho, a maior desde 1998.
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Também foram encarados como positivos os dados da produção industrial brasileira, divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estes animaram o mercado, ao mostrar um crescimento de 1,6% em maio frente ao mês imediatamente anterior, e de 4,8% na comparação com igual período do ano passado.
No plano econômico, a semana marcou o fim do prazo para o registro das candidaturas às eleições do próximo ano. Além de Lula e Alckmin, outros seis candidatos disputarão a Presidência da República.
Dólar sobe e bolsa cai
O dólar comercial encerrou a semana em alta de 0,74%, sendo cotado a R$ 2,1810 no fechamento de sexta-feira, quando acabou encerrando em valorização de 0,23%. Segundo dados do BC, em junho, o fluxo cambial foi negativo em US$ 2,676 bilhões.
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No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2007 projetou taxa de 14,59% na sexta-feira, frente à taxa de 14,66% do encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 14,94%, pouco abaixo da taxa de 15,01% registrada no encerramento da semana passada.
Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, acumulou queda de 1,44% na semana, sendo cotado a 36.102 pontos. De acordo com dados publicados pela Bovespa, houve saída líquida de recursos externos de R$ 2,26 bilhões em junho, a maior fuga de recursos desde o início da contabilização dos dados, em março de 2003.
Próxima semana: vendas ao varejo nos EUA
Na segunda semana de julho, o cenário interno não trará muitos indicadores de relevância. O destaque fica com a Pesquisa Industrial Emprego e Salário do IBGE, que sai na sexta-feira.
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Nos Estados Unidos, as atenções devem se voltar para a divulgação dos dados das Vendas no Varejo do país, que também acontece na sexta-feira.