Em meio a investigação, Pix chega aos EUA com solução de fintech brasileira

PagBrasil passou a permitir que brasileiros paguem lojistas americanos com o sistema criado pelo Banco Central

Equipe InfoMoney

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Enquanto os Estados Unidos usam o Pix como uma das justificativas para pressionar o Brasil na política comercial, uma fintech brasileira passou a permitir que as compras feitas em território americano sejam pagas com o sistema criado pelo Banco Central. 

Em parceria com a gigante Verifone, a PagBrasil lançou uma solução que permite usar o método de pagamento diretamente em lojas dos Estados Unidos. Com o sistema, o lojista digita o valor da compra em dólares na maquininha, que gera um QR Code para pagamento.

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Ao escanear o código, o consumidor brasileiro é informado do valor em reais da compra, já incluindo os 3,5% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Em seu site, a PagBrasil diz que “apenas uma pequena taxa fixa por transação é descontada, sem cobrança percentual”. 

A nova ferramenta já está disponível em lojas dos Estados Unidos e pode mudar as viagens dos milhões de brasileiros que visitam o país todos os anos, já que antes só era possível usar o sistema indiretamente, com chaves vinculadas a lojistas brasileiros.

EUA investigam o Pix

No último dia 15, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), a pedido do presidente Donald Trump, iniciou uma investigação para apurar se políticas do governo brasileiro são “injustificáveis, irracionais ou discriminatórias” e prejudicam o comércio americano. A medida, feita sob a Section 301 da Lei Comercial de 1974 dos EUA, inclui consultas diplomáticas e audiência pública em 3 de setembro de  2025.

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Segundo relatório do USTR, o Brasil promove práticas que distorcem a concorrência em serviços digitais. Uma das críticas é a promoção governamental do Pix como forma de pagamento preferencial, o que, segundo os EUA, compromete a competitividade de empresas privadas internacionais do setor. As maiores do mundo no setor de pagamentos são as americanas Visa e Mastercard.

Com informações de O Globo