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SÃO PAULO – Na sexta-feira (14), o Bank of Japan anunciará seu parecer sobre a atualização da taxa básica de juro japonesa. Boa parte dos investidores espera uma surpresa após quase seis anos sem qualquer acréscimo. Outros acreditam que a taxa nula deve durar mais alguns meses.
Em prol do 14 de julho como marco histórico para a política monetária do Japão, a elevação generalizada nas taxas de juro mundiais e dados nacionais apontando forte aumento do ímpeto de investimento corporativo.
Pelo 14 de julho como mais um dia em que o BoJ disse “vamos continuar assim”, a ingerência política, corroborada por um passado que o banco central do país quer apagar.
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Elevada em 14 de julho
Se o presidente do Bank of Japan, Toshihiko Fukui, decidir pelo aumento da taxa básica de juro, os analistas provavelmente elogiarão seu compromisso com a autonomia da instituição, com a nova lógica global e com a economia doméstica.
Desde o início de maio, bancos centrais de todo o mundo vêm optando pela contração, dado um ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos mais longo que o inicialmente estimado. Esse movimento torna o juro zero japonês cada vez menor perante os pares mundiais.
No cenário interno, indicadores corporativos mostram que o Japão está retomando seu fôlego. As empresas nacionais enfatizaram a intenção de investir em níveis há muito esquecidos, dado o baixo custo de oportunidade do capital.
Mais do mesmo
Se Toshihiko Fukui decidir pela manutenção do 0%, vão dizer que foi o governo quem mandou. Tanto o primeiro ministro quanto o ministro das Finanças do Japão deram declarações exigindo que o início da contração monetária deve aguardar um pouco mais.
A pressão do governo sobre o Bank of Japan ganha força se considerado o histórico contra as autoridades monetárias. Em agosto de 2000, o presidente do BoJ preferiu seguir suas próprias convicções e ignorou críticas alheias contra uma alta no juro.
Três meses após a elevação, um quadro recessivo se abatia sobre a economia japonesa. E o governo do país pôde manifestar todo seu orgulho de estar certo.