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SÃO PAULO – O principal executivo da parceria Nissan-Renault, Carlos Ghosn, afirmou na última quinta-feira (13) que busca uma ampla aliança com a General Motors, na qual as suas companhias teriam uma participação na maior montadora de automóveis do mundo.
O brasileiro tem reunião marcada na sexta-feira (14) em Detroit com o CEO e chairman da companhia americana, Rick Wagoner, para iniciar as discussões do negócio.
Em entrevista publicada no diário Le Monde, Ghosn disse que a possibilidade de tríplice aliança é uma “oportunidade formidável” e acrescentou que busca com o negócio “acelerar, reforçar e amplificar o êxito dos planos em andamento na Renault e na Nissan”.
Segundo apurou a agência de notícia Reuters, o objetivo de Ghosn é comprar uma participação de 20% da GM para a Nissan e a Renault.
Ghosn presidente?
O presidente da parceria Nissan-Renault também desmentiu na quinta-feira alguns boatos sobre a aliança com a General Motors. Ghosn disse que não tem interesse em ocupar o cargo máximo da companhia americana, ainda que seja efetivada a parceria. “Este não é o meu objetivo”, disse o brasileiro.
Wagoner
O principal executivo da companhia americana, Rick Wagoner, disse na véspera que estará preparado para as conversas sobre a parceria, mas ressaltou que a GM não precisa disso para se recuperar. “Nós temos um bom plano”, disse Wagoner.
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O CEO disse que a prioridade nas discussões será obter um “entendimento claro” sobre o que a Nissan-Renault espera com o projeto e apresentar as prioridades da GM.
A General Motors perdeu US$ 10,5 bilhões em 2005 e está em processo de recuperação.
Ações da GM
Reagindo às especulações sobre a eventual aliança General Motors-Nissan-Renault, as ações da GM caíram 4,39% na Bolsa de Nova York, cotadas a US$ 28,32, ficando entre as maiores quedas do índice Dow Jones na quinta-feira.