Superávit do setor público não foi suficiente para pagar despesas com juros em junho

No período, superávit primário atingiu R$ 10,444 bilhões; já as despesas com juros somaram R$ 17,435 bilhões

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SÃO PAULO – De acordo com os dados da Nota de Política Fiscal, divulgada nesta quarta-feira (26) pelo Banco Central, o setor público consolidado do país apresentou, em junho, um superávit primário de R$ 10,444 bilhões, cifra 8,5% superior ao resultado positivo de R$ 9,623 bilhões registrados em junho de 2005.

O superávit primário acumulado nos 12 meses encerrados em junho correspondeu a 4,51% do Produto Interno Bruto (PIB), resultado acima da meta fiscal de 4,25 % do PIB estipulada para este ano. No primeiro semestre do ano, o superávit acumulado foi de R$ 57,154 bilhões, ou 5,77% do PIB, ante R$ 59,950 bilhões, ou 6,53% do PIB, apurados no mesmo período de 2005.

Resultado não paga despesas com juros

O resultado primário de junho, no entanto, não foi suficiente para cobrir as despesas com juros, o que gerou um déficit nominal de R$ 6,991 bilhões no mês, bem acima do déficit de R$ 855 milhões de maio.

As despesas com juros em junho somaram R$ 17,435 bilhões, um crescimento de 143,6% em relação ao mês anterior e avanço de 14,4% sobre o mesmo mês do ano passado.

Esse foi o maior volume de gastos com juros para o mês de junho desde 1994, quando somaram R$ 30,848 bilhões. A apreciação cambial foi a principal responsável por esta elevação.

Governo central obteve superávit R$ 6,877 bilhões

Dentre os segmentos que contribuíram para esse desempenho, o governo central obteve superávit R$ 6,877 bilhões, os estados e municípios de R$ 1,472 bilhão e as empresas estatais de R$ 2,095 bilhões.