Justiça manda apagar posts que chamam Michelle Bolsonaro de ex-garota de programa

Tribunal entendeu que vídeos publicados no Instagram ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e violaram a honra da ex-primeira-dama

Paulo Barros

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama (Foto: Isac Nóbrega/PR)

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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou a remoção de publicações no Instagram que chamavam a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de ex-garota de programa e relacionavam sua família a antecedentes criminais.

A decisão foi tomada pelo desembargador Álvaro Ciarlini, da 2ª Turma Cível, em ação movida contra Teonia Mikaelly Pereira de Sousa e Francisco de Paiva Vasconcelos. Os conteúdos já haviam sido retirados da rede social no domingo (20).

A medida reformou decisão anterior da 1ª Vara Cível da Circunscrição Judiciária de Brasília, que havia negado o pedido. Ao revisar o caso, Ciarlini considerou o conflito entre a liberdade de expressão e a proteção à honra e imagem, ambos direitos constitucionais, e concluiu que as postagens tinham o propósito de atacar Michelle, com conteúdo considerado misógino e sexista.

A defesa da ex-primeira-dama, conduzida pelo advogado Marcelo Bessa, alegou que os vídeos continham informações falsas e ofensivas, caracterizando abuso de direito. Segundo a petição, os conteúdos atingiram mais de 1,9 milhão de visualizações em menos de um mês, o que teria amplificado os danos à imagem de Michelle Bolsonaro.

A decisão, publicada em 11 de julho, estabeleceu multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, limitada a R$ 300 mil, além de possíveis sanções penais por desobediência.

(com Folha de S.Paulo)

Paulo Barros

Jornalista há quase 20 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve principalmente sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos