Inadimplência das empresas sobe 2,7% em julho, aponta Serasa

Em relação ao sétimo mês do ano passado, indicador subiu 10,3% e, no acumulado do ano, a alta já chega a 12%

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SÃO PAULO – A inadimplência entre as empresas brasileiras aumentou 2,7% em julho, na comparação com junho. Em relação ao sétimo mês do ano passado, o indicador subiu expressivos 10,3%.

No acumulado do ano, a alta já chega a 12%, na comparação com o mesmo período de 2005. Os dados fazem parte do Indicador Serasa de Inadimplência – Pessoa Jurídica, divulgado nesta quarta-feira (30).

Títulos protestados são os mais freqüentes

A pesquisa mostra que a inadimplência das pessoas jurídicas se deve, principalmente, aos títulos protestados, que responderam por 40,5% do total de pagamentos não efetuados em julho. Em julho do ano passado, os protestos responderam por 40,7% do total.

Na segunda colocação, aparecem os cheques sem fundos, responsáveis por 40% da inadimplência empresarial no sétimo mês de 2006, contra 39% no mesmo período de 2005.

O menor peso no indicador das pessoas jurídicas ficou com as dívidas junto aos bancos, que representaram 19,5% do total do mês. Em julho do ano passado, este tipo de inadimplência tinha representatividade de 20,2%.

Valores das dívidas

Se o peso das dívidas com o sistema financeiro é o menor no total da inadimplência, o mesmo não ocorre em relação aos valores das ocorrências. De janeiro a julho de 2006, o valor médio das dívidas registradas com o bancos atingiu R$ 3.586,12.

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Já a dívida média referente a títulos protestados ficou em segundo lugar, com R$ 1.384,93. Os cheques sem fundos, por sua vez, atingiram, em média, R$ 1.241,53 no mesmo período.