Lula só editou decreto do IOF porque Haddad apresentou razões econômicas, diz Messias

Ainda de acordo com Messias, Lula "fez questão de separar condução política da questão jurídica"

Estadão Conteúdo

Jorge Messias (Foto:
José Cruz/Agência Brasil)
Jorge Messias (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

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O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta terça-feira (1) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só editou o decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) porque o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou a ele “razões de ordem econômica, tributária, regulatória, ou seja, extrafiscal, que deixou ao presidente uma condição legítima, válida para adoção do decreto presidencial”.

A fala foi feita em coletiva de imprensa convocada para apresentar as razões da judicialização do tema. Por meio da AGU, o governo acionou o Supremo para manter a validade do decreto que aumentava o IOF e foi derrubado pelo Congresso na semana passada.

Ainda de acordo com Messias, Lula “fez questão de separar condução política da questão jurídica”. Ele argumentou que a judicialização é de ordem eminentemente técnica e não tem como objetivo atacar o Congresso.

“Nós estamos conduzindo uma discussão jurídica necessária, porque é importante que nós tenhamos condição de voltar à normalidade institucional. E, na minha opinião, a normalidade institucional só será resgatada com a retomada de uma atribuição própria do presidente da República. Isso não significa que o processo político não possa ser conduzido de uma forma importante, necessária nesse processo. Eu acho que a política oferece muitas soluções para o nosso País”, reforçou.