Cracolândia: secretário admite dispersão, mas cita alta na busca por tratamento

Orlando Morando afirma que procura por tratamento aumentou 47% e diz que ações da GCM seguem sob apuração após denúncias de agressões

Estadão Conteúdo

Vista do muro que a Prefeitura de São Paulo construiu na Cracolândia, no centro da cidade, para delimitar uma área e confinar os usuários de drogas, nesta quarta-feira, 15 (WILLIAN MOREIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
Vista do muro que a Prefeitura de São Paulo construiu na Cracolândia, no centro da cidade, para delimitar uma área e confinar os usuários de drogas, nesta quarta-feira, 15 (WILLIAN MOREIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

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O secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando, admitiu nesta segunda-feira, 30, pouco mais de um mês e meio após o “sumiço” de frequentadores da Cracolândia, que há usuários de drogas espalhados por outros lugares do centro da capital, como na Praça Marechal Deodoro.

Ele ressaltou, no entanto, que a procura por tratamento aumentou 47% desde a saída dos frequentadores da esquina das ruas dos Gusmões e dos Protestantes, na segunda semana de maio.

Em entrevista à Rádio Eldorado, Morando destacou a prisão de 527 traficantes entre janeiro de 2023 e maio de 2025. Segundo ele, a situação é resultado de um trabalho que envolve combate ao tráfico e acolhimento aos dependentes químicos. “Não foi uma medida midiática”, afirmou.

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Questionado sobre vídeos que registraram imagens de guardas civis metropolitanos agredindo usuários de drogas dias antes da desocupação da Cracolândia, o secretário disse que ainda há uma apuração por parte da Corregedoria da GCM, mas informou que as vítimas não reconheceram os supostos agressores.