Metais preciosos seguem demais commodities e se desvalorizam

Ouro encerrou segunda-feira em seu menor patamar em mais de dois meses; prata recuou 8%, enquanto platina caiu 3,5%

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SÃO PAULO – Os metais preciosos não escaparam da tendência de queda nas commodities observada na véspera. O ouro encerrou abaixo de US$ 600 a onça na Bolsa de Nova York pela primeira vez em mais de dois meses.

Seguindo a trajetória, a prata recuou mais de 8%, enquanto a platina caiu 3,5%. O movimento de queda foi generalizado entre as commodities, tendo o índice Reuters Jeffries CRB – referência para o segmento – recuado para seu menor patamar desde dezembro de 2005.

A perspectiva de que o ritmo de crescimento econômico em nível mundial pode sofrer uma redução abrupta pesou sobre tais produtos na última segunda-feira. Ademais, avanços nas negociações envolvendo Irã e Europa a respeito do programa nuclear do país persa também contribuíram.

Sensibilidade a turbulências geopolíticas

Os metais preciosos são encarados como reserva de valor durante momentos de instabilidade geopolítica, tendo, historicamente, apresentado performances superiores a outros ativos – como ações, por exemplo – em períodos como esses.

Em adição, também são vistos como uma proteção contra pressões inflacionárias. Ocorre, no entanto, que o petróleo vem em trajetória declinante, arrefecendo as preocupações em torno dos preços da energia.