Publicidade
SÃO PAULO – As perdas do ano passado do setor supermercadista representaram um comprometimento de R$ 2,2 bilhões no faturamento geral.
O dado, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), mostrou que este total representou 2,05% dentro dos R$ 106,4 bilhões acumulados pelo segmento em 2005.
Histórico
Em 2004 e 2003 os indicadores ficaram em, respectivamente, 1,78% e 2%. “O indicador é alto e cresceu em relação ao último ano principalmente porque as empresas aumentaram os controles em relação às perdas, fruto da maior conscientização, e porque houve uma retração das vendas nos supermercados. E quando o supermercado vende menos, o faturamento cai e qualquer quebra aumenta de importância”, afirma Aguinaldo Marques, gestor da Abras e responsável pelo estudo.
Os tidos como responsáveis pelas perdas foram: quebra operacional, furto interno, furto externo, erros administrativos, fraudes e outros ajustes.
Quebra operacional
A quebra operacional – produtos que estão nos supermercados, mas que por alguma razão não podem ser comercializados, como é o caso daqueles com prazo de validade vencido – aumentou de 38% em 2004 para 43% na pesquisa deste ano.
O destaque ficou para os perecíveis, que representaram 56% do total. Em 2004, respondiam por 46%. Em dinheiro, representa R$ 1,2 bilhão em perdas quando comparado ao faturamento total dos supermercados.
Continua depois da publicidade
Furtos
Em 2004, os furtos internos estavam em 15% do total, passando para 18% no ano passado.
Já os furtos externos se mantiveram em 12%. A Abras atribuiu essa estabilidade principalmente porque as empresas passaram a instalar equipamentos como cofres, rádios, lacradores de sacolas, espelhos, embalagens especiais para Produtos de Alto Risco (PAR), etiquetagem eletrônica, radiofreqüência, entre outros.