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SÃO PAULO – Na hora de comprar um DVD ou uma fita VHS pirata, o consumidor não imagina a contribuição que dá à perda de ganho das empresas fornecedoras do produto e também à sociedade. Em dinheiro, o débito chega a US$ 6,1 bilhão por ano, sendo que, deste total, US$ 1 bilhão está concentrado na América Latina.
Mas não são apenas as grandes produtoras mundiais que pagam a conta. As locadoras também sentem o efeito da concorrência com camelôs, que conseguem vender os produtos a um custo extremamente inferior ao do original – e com qualidade igualmente reduzida.
Com isso, conforme o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual (CNCP), o setor já demitiu 70 mil pessoas nos últimos nove anos.
Perda de espaço
O presidente do Sindicato das Videolocadoras do Estado de São Paulo (Sindemvídeo), Antonio Marcos Zanon, explicou que o setor tem perdido espaço para os produtos falsificados. O faturamento, segundo ele, cai de 30% a 50%, o que resulta na demissão de pessoal.
De acordo com o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, os dados foram apresentados no início da semana pela Motion Picture Association (MPA), que representa os seis maiores estúdios norte-americanos de produção e distribuição de conteúdo audiovisual.
Combate
Para garantir o combate à prática, de acordo com o secretário-executivo do Ministério da Justiça e presidente do CNCP, Luiz Paulo Barreto, são necessárias tanto ações do governo quanto a conscientização da população.
“Cada cidadão precisa saber o impacto negativo que uma simples compra de CD pirata pode trazer à sociedade”, explicou.
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O MPA informou ainda que quase metade das perdas mundiais em pirataria – 41%, ou US$ 2,4 bilhões – correspondem ao consumo de jovens entre 16 e 24 anos.