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Apesar das especulações em sentido contrário, a MSCI, gigante mundial de índices de mercado, não devolverá o status de mercado emergente para Argentina. De acordo com a MSCI, o país ainda não reúne as características necessárias para uma reclassificação como mercado emergente ou mesmo de fronteira, com questões estruturais – como controles de capital e acesso limitado ao mercado – ainda impedindo sua reclassificação.
A recuperação do status implicaria em fluxo expressivo de capital estrangeiro na Bolsa argentina, uma vez que vários investidores institucionais poderiam comprar ações de empresas domiciliadas no país.

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O Bradesco BBI destaca que a decisão do MSCI, prevista para 24 de junho, deve manter a Argentina em seu status atual, sem avanço para a categoria de mercado de fronteira, já que apenas a Bulgária está no processo de revisão para essa classificação.
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Os analistas do banco ressaltam que, embora reformas estejam em andamento no país, ainda é necessário um progresso mais significativo para que a Argentina cumpra os critérios do MSCI para mercados de fronteira ou emergentes.
O BBI aponta que, apesar das expectativas elevadas no mercado, a decisão de não promover a Argentina de “Standalone” para “Mercado de Fronteira” deve atrasar a entrada de fluxos relevantes de capital estrangeiro nos ativos locais. Com isso, as oportunidades de investimento relacionadas à Argentina permanecem restritas para grandes fundos globais.
Por fim, o BBI observa que, caso a Argentina seja promovida no futuro, empresas como YPF, Banco Macro, Galicia e Pampa Energía podem se destacar como principais beneficiárias da entrada potencial de até US$ 1 bilhão em investimentos estrangeiros.