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SÃO PAULO – Um ajuste nas cotações das commodities pressionou o mercado brasileiro na segunda semana de setembro, com os investidores temendo que a desaceleração da economia global prejudique a demanda por matérias-primas.
No entanto, a percepção de que a economia brasileira demonstraria uma maior resiliência ao desaquecimento econômico global impediu uma semana ainda mais negativa.
Nesse contexto, o Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,06%. No mesmo sentido do dólar comercial, que recuou 0,19%. O risco-país e os juros futuros também caíram no período.
Cenário externo: commodities em queda
Durante a semana, a perspectiva de que a desaceleração da economia norte-americana pudesse prejudicar a demanda por matérias-primas derrubou as cotações das commodities nos principais mercados internacionais.
Na semana, o petróleo recuou quase 5% na bolsa de Nova York e já opera próximo aos US$ 60 em Londres. Outros produtos também sofreram, sendo que um importante indicador do setor apontou para o pior desempenho desde 1980.
O cenário desenhado seria especialmente ruim para os países emergentes, já que, em grande parte, estes possuem economias baseadas na exportação destes produtos.
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E acrescentando mais uma dose de preocupação, a presidente do Federal Reserve Bank de Boston, Cathy Minehan, afirmou na última segunda-feira que o risco de estagflação nos EUA aumentou durante o verão no hemisfério norte.
Cenário interno: Brasil mais resistente
No Brasil, o quadro só não ficou pior devido à percepção de que a economia doméstica teria maior capacidade para resistir a uma desaceleração nos Estados Unidos.
Alguns analistas acreditam que a menor exposição do setor externo brasileiro aos Estados Unidos – em comparação a outros emergentes – e o momento diferente no ciclo da política monetária poderiam beneficiar o país.
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No cenário político, as pesquisas continuam a apontar para uma vitória folgada do presidente Lula ainda no primeiro turno. As turbulências oriundas da Bolívia, no entanto, devem ser utilizadas pela oposição durante a reta final da campanha.
Ibovespa fecha a semana em queda
O Ibovespa acumulou desvalorização de 1,06% na segunda semana de setembro, fechando a 36.170 pontos na sexta-feira. As preocupações quanto à trajetória dos preços das commodities derrubaram os papéis de Vale e Petrobras no período.
O dólar comercial, por sua vez, encerrou a semana em leve queda de 0,19%, sendo cotado a R$ 2,1530. O saldo comercial ainda expressivo impediu a valorização da moeda, apesar das turbulências externas.
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Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2008 projetou taxa de 13,62% na sexta-feira, frente à de 13,71% do encerramento da semana anterior. A taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 14,10%, pouco acima da taxa de 14,01% registrada no final da semana passada.
Próxima semana: sai o IPCA-15
Na terceira semana de setembro, o mercado estará atento à divulgação do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), a ser divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na sexta-feira.
Nos Estados Unidos, o enfoque semanal estará na reunião do Fomc, na quarta-feira, que atualizará as diretrizes da política monetária norte-americana.