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SÃO PAULO – Com os mercados emergentes em estado de alerta e o retorno da política ao noticiário econômico, a terceira semana de setembro foi bastante negativa para o mercado brasileiro.
As incertezas impulsionaram o risco-país para próximo aos 250 pontos-base e o Ibovespa encerrou a semana em forte queda de 3,79%. O dólar comercial avançou 2,42%, enquanto os juros futuros recuaram no período.
Cenário interno: política retorna ao noticiário econômico
No Brasil, após um longo jejum, o cenário político voltou à tona. O escândalo do dossiê contra Serra e Alckmin ganhou proporções como há tempos não se via e resultou no afastamento do coordenador da campanha de Lula e ex-presidente do PT, Ricardo Berzoini.
O quadro da corrida eleitoral, no entanto, mudou pouco e segue apontando para uma vitória do presidente Lula ainda no primeiro turno. Especialistas, porém, revelam que o “caso dossiê” só deve mostrar seu efeito completo nos próximos levantamentos.
No plano econômico, a inflação segue dando sinais de controle, conforme apontado pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15), divulgado na quinta-feira. As projeções para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), porém, continuam em queda.
Cenário externo: emergentes em alerta
Turbulências políticas na Tailândia e no Leste Europeu pressionaram os mercados emergentes na última semana, impulsionando a percepção de risco associado a estes países.
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Na Bulgária, por exemplo, o indicador de risco-país avançou 22%, passando de 76 pontos- base para mais de 90 pontos. Turquia, Polônia, Rússia, Brasil e Argentina também sofreram com o crescimento da aversão ao risco.
Para piorar a situação, o recuo da atividade industrial na região da Filadélfia em setembro avivou os temores em relação à desaceleração da economia dos EUA, derrubando os preços das commodities no mercado internacional, com destaque para o petróleo.
O mau momento destes produtos eleva as preocupações relativas às contas externas dos países emergentes, ainda mais quando se desenha um 2007 mais árduo.
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Por fim, vale destacar a manutenção do juro básico nos Estados Unidos, que, sem unanimidade, reforçou temores quanto a um cenário de estagflação no país.
Bolsa cai e dólar sobe
O Ibovespa acumulou desvalorização de 3,74% na terceira semana de setembro, fechando a 34.816 pontos na sexta-feira. A cena política e o fraco desempenho dos emergentes pressionaram o índice.
O dólar comercial, por sua vez, encerrou a semana em alta de 2,42%, sendo cotado a R$ 2,2050. Na sexta-feira, o Banco Central retomou, após um mês, os leilões de contratos de swap cambial reverso.
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Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2008 projetou taxa de 13,71% na sexta-feira, frente à de 13,62% do encerramento da semana anterior. A taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 14,02%, pouco abaixo da taxa de 14,10% registrada no final da semana passada.
Próxima semana: dados do PIB
Na última semana de setembro, tanto o mercado brasileiro quanto o norte-americano estarão atentos aos dados revisados do PIB (Produto Interno Bruto) de seus respectivos países. Ambos os indicadores serão divulgados na quinta-feira.