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Novas imagens de satélite divulgadas pela Agência Espacial Europeia (ESA) nesta quarta-feira (11) mostram, pela primeira vez, o polo sul do Sol. O estudo dos polos solares, segundo cientistas, pode ajudar a entender como o astro funciona.
O Solar Orbiter, satélite usado para capturar as imagens, foi lançado em fevereiro de 2020, com um investimento de aproximadamente R$ 3 bilhões.
Analisar os polos do Sol pode ajudar os cientistas a entender por que os períodos de maior atividade solar variam tanto. A ideia é tentar prever com maior precisão a intensidade de cada ciclo solar, que dura em média 11 anos.
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As imagens revelaram um padrão “salpicado” de atividade magnética, que seria causado por grandes rupturas na superfície solar. Em entrevista ao New York Times, a diretora científica da ESA classificou a conquista como “extraordinária”: “É a primeira vez na história que a humanidade vê uma imagem dos polos do Sol”.
Outro mistério de acordo com os cientistas, é entender porque a atmosfera externa do Sol é mais quente que a superfície. Enquanto a parte interna atinge mais de 5 mil graus Celsius, a externa, chamada de coroa, pode chegar até 2 milhões de graus Celsius.
Em outubro, a ESA receberá imagens do polo norte solar, para analisar diferenças entre os dois polos.