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SÃO PAULO – O rendimento dos títulos da dívida externa de países emergentes não está em um nível suficientemente alto para refletir seu risco, afirmou nesta terça-feira William Rhodes, vice-presidente sênior do Citigroup, em conferência do Instituto Internacional de Finanças em Belo Horizonte.
Segundo Rhodes, investidores devem ter maior prudência. O recente fluxo intenso de recursos para os países emergentes levou o preço dos bônus destas economias para patamares recordes.
Spread reduzido frente os Treasuries
Como o valor do título e seu rendimento são inversamente proporcionais, a remuneração destes papéis atingiu valores historicamente baixos. O spread entre os juros pagos pelos títulos de países emergentes e pelos Treasuries encontra-se em seu piso histórico, alertou Rhodes, que não vê motivos para uma diferenciação tão pequena entre os juros de tais papéis.
No último dia 2 de março, o diferencial médio entre os títulos de países emergentes denominados em dólar e os Treasuries atingiu 1,86 ponto percentual, seu menor nível em toda história, de acordo com cálculos do JPMorgan Chase.
Custos de empréstimos maiores
Para o vice-presidente sênior do Citigroup, o aumento recente nos investimentos destinados aos emergentes elevou o preço dos títulos, inclusive, de países que não estão em uma trajetória de crescimento econômico sustentável a patamares recordes, o que não seria justificável.
Neste sentido, Rhodes ressalta que, à medida que as taxas de juros nas economias mais desenvolvidas subam, deve haver uma redução do influxo de capitais aos países emergentes, cujos governos terão de enfrentar custos de empréstimo mais elevados.