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SÃO PAULO – Depois de uma abertura em alta, os sinais de que o Fed pode interromper a trajetória de elevação do juro básico norte-americano derrubaram o dólar comercial na sessão desta quinta-feira, levando-o a sua menor cotação em cinco anos.
Durante discurso no Congresso norte-americano, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, sugeriu uma possível pausa nas elevações da Fed Funds Rate, apesar de se mostrar preocupado com o comportamento dos preços do petróleo.
Além disso, a ata do Copom, divulgada nesta quinta-feira, sinalizou a possibilidade de uma eventual desaceleração no ritmo do processo de afrouxamento monetário. A manutenção da taxa Selic em elevados patamares mantém os ativos brasileiros atrativos, o que tende a pressionar o dólar.
BC comprou dólares
O Banco Central voltou a comprar dólares nesta quarta-feira e, segundo fontes de mercado, teria aceitado 11 propostas, com taxa de corte de R$ 2,1100.
Dólar fecha em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1010 na compra e R$ 2,1040
na venda, baixa de 0,57% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 9,47%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,77% em abril, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 9,43%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.105,
baixa de 0,71% em relação ao fechamento
de R$ 2.120
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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa de 0,68%,
atingindo R$ 2.125 frente
à R$ 2.139 do fechamento de
quarta-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,1050.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,00% para junho de 2006, queda de 0,12 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior.