Comentário da Semana: momento positivo continua, com novos recordes

Em um cenário de poucas novidades, mercado volta a acumular ganhos, mantendo a tendência de outras semanas

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SÃO PAULO – Tranqüila, a primeira semana de maio não modificou os fundamentos positivos do mercado brasileiro, garantindo mais uma semana de ganhos, a terceira consecutiva. No cenário externo, os juros nos EUA e o petróleo voltaram a chamar a atenção.

Neste contexto, o Ibovespa registrou alta de 2,61% na semana e rompeu novos patamares históricos. Os juros futuros, o dólar comercial e o risco-país, por outro lado, recuaram.

Cenário interno: poucas novidades

No cenário doméstico, uma semana de poucas novidades. Com o feriado na segunda-feira, os dados do relatório Focus e da balança comercial de abril só foram divulgados na terça-feira, mas continuaram sinalizando perspectivas positivas para a economia brasileira.

Quanto a isso, vale destacar que, caso as estimativas do boletim se concretizem, a inflação este ano deve ficar abaixo da meta estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Também positivos foram os números da Pesquisa Industrial Mensal, que, apesar de mostrarem recuo de 0,3% entre fevereiro e março, animaram o mercado, que, agora, vê mais espaço para a redução da taxa Selic.

No cenário político, a nacionalização do petróleo na Bolívia foi o foco, com reflexos também no quadro corporativo. E no que diz respeito à corrida eleitoral, novas pesquisas divulgadas durante a semana continuaram apontando vantagem confortável do presidente Lula.

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Cenário externo: petróleo e juro

No cenário externo, o otimismo também predominou. Indicadores divulgados durante a semana, como o Relatório de Emprego, na sexta-feira, deram forças à hipótese de que o fim do ciclo de aperto monetário no país pode estar próximo.

Tal percepção é corroborada pela queda do preço do petróleo, que voltou a ser cotado na casa de US$ 70 por barril. O impasse entre EUA e Irã segue preocupando, mas o movimento recente dos estoques de petróleo norte-americanos trouxe tranqüilidade.

Ibovespa tem terceira semana de alta

O dólar comercial encerrou a semana em queda de 1,53%, sendo cotado a R$ 2,0560 no fechamento de sexta-feira, quando acabou encerrando em desvalorização de 0,63%. A trajetória descendente da moeda se manteve, resultando no menor patamar do dólar frente ao real em cinco anos.

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No mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2007 projetou taxa de 14,79% na sexta-feira, frente à taxa de 14,78% do encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 15,67%, também pouco abaixo da taxa de 15,68% registrada no encerramento da semana passada.

Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana em alta de 2,61%, sendo cotado a 41.417 pontos – novo recorde de fechamento. Os resultados corporativos e o cenário externo impulsionaram o índice, que bateu diversos recordes durante a semana.

Próxima semana: IPCA na quarta-feira

Na segunda semana, o destaque fica com a divulgação, na próxima quarta-feira, do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) no sistema de controle de metas de inflação.

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Nos Estados Unidos, a reunião do Fomc, o comitê de política monetária do país, chama a atenção. Também na quarta-feira, a entidade anuncia a nova taxa básica de juro norte-americana.