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SÃO PAULO – Em mais um dia de ajustes significativos no mercado brasileiro, impulsionado pelo cenário externo, o dólar comercial avançou 2% e voltou a ser cotado na casa dos R$ 2,14. Na semana, a divisa acumulou valorização de 4,18%.
A preocupação central do mercado segue sendo uma possível extensão do ciclo de alta do juro básico norte-americano. Nesta sessão, um indicador mostrou uma evolução acima do esperado dos preços dos produtos importados pelos EUA, aumentando a apreensão em torno de uma possível aceleração da inflação.
Além disso, a primeira prévia do IGP-M de maio registrou variação positiva de 0,21%, revertendo o movimento verificado no mesmo período do mês passado, quando o indicador registrou deflação de 0,43%.
BC comprou dólares
O Banco Central voltou a comprar dólares nesta sexta-feira e, segundo fontes de mercado, teria aceitado apenas uma proposta, com taxa de corte de R$ 2,1320. Após a operação, a moeda ampliou os ganhos.
Dólar fecha em forte alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1410 na compra e R$ 2,1420
na venda, forte alta de 2,00% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,2540, representando um ágio de 5,28%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 2,59% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,79%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.156,
forte alta de 1,99% em relação ao fechamento
de R$ 2.114
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da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte alta de 2,00%,
atingindo R$ 2.170 frente
à R$ 2.128 do fechamento de
quinta-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,1430.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,19% para julho de 2006, queda de 0,18 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior.