Acordo EUA-China fica sob risco devido à exportação de terras raras, diz jornal

Acordo firmado em Genebra corre risco de ruir diante da lentidão chinesa na liberação de licenças para exportação de terras raras, essenciais para indústrias americanas, diz o WSJ

Gabriel Garcia IA InfoMoney

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou que a China e os EUA reduziriam suas tarifas em 115% pelos próximos 90 dias (Foto: Fabrice Coffrini/AFP via Getty Images)
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou que a China e os EUA reduziriam suas tarifas em 115% pelos próximos 90 dias (Foto: Fabrice Coffrini/AFP via Getty Images)

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Um acordo comercial entre Estados Unidos e China, firmado em Genebra no início deste mês, está ameaçado de colapso devido à desaceleração chinesa na aprovação das exportações de minerais estratégicos, especialmente terras raras. As informações são do jornal Wall Street Journal.

Esses materiais são cruciais para a fabricação de carros, chips e outros produtos tecnológicos, e a demora na liberação das licenças tem gerado críticas severas por parte do governo americano.

O pacto, que previa a suspensão de tarifas por 90 dias, foi fechado após intensas negociações entre o vice-premiê chinês He Lifeng e representantes americanos, incluindo o secretário do Tesouro Scott Bessent e o representante comercial Jamieson Greer.

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A concessão chinesa para acelerar as exportações de minerais estratégicos foi um ponto-chave para o acordo, mas desde então Pequim tem retardado o processo, gerando desconfiança em Washington.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e seu representante comercial criticaram publicamente a China por não cumprir os compromissos assumidos, acusando o país de violar o acordo.

A tensão aumentou após o Departamento de Comércio americano emitir uma advertência contra o uso global dos chips de inteligência artificial da Huawei, o que Pequim interpretou como uma agressão renovada, dificultando ainda mais o avanço das negociações.

Enquanto isso, empresas americanas, especialmente montadoras, alertam que a demora na liberação das licenças pode causar interrupções na produção, com possíveis paralisações semelhantes às vistas durante a pandemia.

Em resposta, o governo Trump prepara um plano alternativo para a guerra comercial, incluindo o endurecimento dos controles de exportação de tecnologias sensíveis para a China.

Apesar das dificuldades, autoridades chinesas afirmam estar abertas ao diálogo, mas mantêm a postura firme em relação ao controle das exportações, considerando o sistema de licenciamento uma ferramenta estratégica nas negociações comerciais.

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Com as conversas travadas, analistas apontam que a intervenção direta dos líderes Donald Trump e Xi Jinping pode ser necessária para destravar o impasse.