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SÃO PAULO – Com investidores corrigindo possíveis exageros, após a forte alta recente, o dólar comercial opera em queda expressiva na tarde desta terça-feira.
Um aumento do grau de aversão ao risco, diante da preocupação com a trajetória do juro básico norte-americano e com a queda dos preços das commodities, vinha espalhando temor sobre os mercados emergentes, com investidores buscando ativos considerados menos arriscados.
Nesta terça-feira, no entanto, o preço das commodities registra alta, amenizando as preocupações da véspera. Além disso, a percepção de que o ajuste realizado ao longo dos últimos anos nas contas externas brasileiras confere ao País uma maior resiliência a choques internacionais também contribui para a valorização do real.
Dólar em forte queda
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,2510 na compra e R$ 2,2540
na venda, forte baixa de 1,57% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,3390, representando um ágio de 3,91%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 7,95% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,97%.
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Dólar futuro na BM&F
também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
opera cotado a R$ 2.268,
forte baixa de 1,26% em relação ao fechamento
de R$ 2.297
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte baixa de 1,04%,
atingindo R$ 2.286 frente
à R$ 2.310 do fechamento de
segunda-feira.