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SÃO PAULO – Empresas estabelecidas há mais de 20 anos propuseram-se a experimentar alguns modelos de mudanças, focando as relações humanas, uma vez que lidar com pessoas deixou de ser um problema e passou a ser uma solução, que fez com que as organizações bem sucedidas se mantivessem no mercado.
Transformar antigos funcionários em parceiros tornou-se uma missão que muitas empresas não conseguiram cumprir. Outras não acreditaram e não iniciaram este processo e hoje, se ainda sobrevivem, não são competitivas.
Para as organizações sobreviverem, as mudanças são sempre necessárias. Devemos lembrar que não estamos sozinhos no mercado e nem somos os únicos preocupados com o cliente e com os processos de inovação e diferenciação.
A concorrência está viva e precisamos estar atentos a todos os seus passos para podermos caminhar sempre à frente.
Vanguarda de gestão
Cabe ao corpo gerencial, juntamente com a diretoria, pesquisar, visitar e acompanhar os novos modelos de gestão lançados e adotados por outras empresas do segmento ou não, objetivando se manter na vanguarda das ações de gestão.
E para isso, investir em pessoas, com a preocupação de educar, treinar, motivar e liderar os que trabalham na organização, incluindo-lhes o espírito empreendedor e oferecendo-lhes uma cultura de que todos os colaboradores devem ser considerados como parceiros e não cumpridores de tarefas.
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A partir do momento que o empresário enxergar o que foi citado (baseado em pesquisas e literaturas), ele tem que acreditar e estar disposto. Ou ele muda, multiplicando sua crença e a necessidade de que as pessoas, os processos, as estratégias devem ser revistas e atualizadas, ou nada mudará.
Só assim passará a existir um movimento para a reestruturação da sua empresa, com grande possibilidade de recuperar o que foi perdido pelos anos de estagnação.
Mas cabe a ele iniciar o processo, quebrando paradigmas e buscando ajuda para disseminar conceitos e estratégias.
Plano de ação: o papel do RH
O empresário deve buscar assessoria interna ou externa e montar um plano de ação imediato contemplando a revisão de todas as áreas, iniciando pelos Recursos Humanos. Afinal, um RH moderno não operacionaliza apenas a folha de pagamento da empresa e sim, por meio das teorias contemporâneas, assume o processo de gestão de pessoas.
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Pensar estrategicamente promovendo credibilidade, postura ética e moral, com habilidade para negociar e agir politicamente, liderando o processo de sensibilização de todos os colaboradores, promovendo o desenvolvimento interno, acompanhando as mudanças propostas frente os resultados da empresa, preocupando-se com custos de forma que não prejudique o clima organizacional.
Para isso é fundamental que o profissional de RH esteja auto motivado e identificado com a proposta de trabalho, estabelecendo uma relação de confiança. Chegou a hora de ir à luta e ajudar no desenvolvimento e crescimento da organização, motivando o comprometimento, a emoção, a garra. Promovendo que só com a união de todos serão restabelecidas as relações amigáveis, abertas e empolgantes, para facilitar o processo proposto: o diferencial do sucesso da modernização, saindo da mesmice.
(*) Maria Paula Bartolozzi Astrauskas é psicóloga, pós- graduada em Administração e Coordenadora de Recursos Humanos da Consultoria Siegen – www.siegen.com.br