Consumo das famílias japonesas caiu 2% em abril

Contrariando expectativa dos economistas, melhoria das condições do mercado de trabalho ainda não se traduziu em aumento do consumo

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SÃO PAULO – Apesar das condições do mercado de trabalho japonês estaram cada vez mais favoráveis, com o desemprego atingindo seu menor nível em 7 anos, e a oferta de vagas superando o número de candidatos, isso ainda não se traduziu em um aumento da renda e, conseqüentemente, do consumo das famílias japonesas.

Pelo menos é o que sugerem os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho do Japão, nesta terça (30), acerca do consumo e da renda no Japão.

Consumo e renda caíram

Em abril, o consumo médio das famílias japonesas recuou 2,0% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados nesta terça pelo gabinete de governo japonês, o consumo médio de abril atingiu 312.872 ienes.

Seguindo a mesma tendência, a renda média das famílias assalariadas japonesas também teria registrado queda no mês de abril. O rendimento médio destas famílias caiu 4,9% frente ao mesmo período do ano passado e atingiu 472.583 ienes.

Os dados preocupam, uma vez que os gastos com consumo respondem por aproximadamente 55% do PIB (Produto interno bruto) do Japão, sendo, portanto, fundamentais, para a garantia do crescimento sustentado da segunda maior economia do mundo.