Após três altas, dólar comercial cai quase 3% e volta à casa dos R$ 2,25

Redução das incertezas e resultado positivo da Balança Comercial de maio motivaram movimento da divisa

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SÃO PAULO – O dólar comercial caiu quase 3% nesta quinta-feira, primeira sessão do mês de junho, após três altas consecutivas, voltando a ser cotado na casa dos R$ 2,25.

A divulgação da ata do Fomc – ainda que não tenha trazido comentários muito claros sobre a política monetária futura nos EUA – e o anúncio da decisão do Copom, na véspera, iluminaram o cenário econômico de curto prazo e trouxeram certa tranqüilidade ao mercado.

Cabe lembrar que incertezas em torno da evolução das taxas de juros vinham pressionando a moeda norte-americana nas últimas sessões.

Balança comercial contribuiu com movimento

Outra notícia que favoreceu a desvalorização da moeda norte-americana foi o superávit de US$ 3,028 bilhões da Balança Comercial de maio, segundo maior do ano.

Dólar fecha em alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2500 na compra e R$ 2,2530

na venda, forte baixa de 2,97% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 6,67%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,97% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 3,01%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.274,
forte baixa de 3,03% em relação ao fechamento
de R$ 2.345

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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte baixa de 2,38%,
atingindo R$ 2.295 frente
à R$ 2.351 do fechamento de
quarta-feira.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,2520.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,17% para agosto de 2006, alta de 0,05 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior.