Senado aprova reajuste de R$ 73 bi para servidores federais; texto segue para sanção

Projeto prevê aumento salarial em duas etapas e criação de novas carreiras, enquanto parte das regras será discutida em grupo de trabalho na Câmara

Gabriel Garcia IA InfoMoney

Senado Federal, em Brasília
03/03/2021. REUTERS/Adriano Machado/File Photo
Senado Federal, em Brasília 03/03/2021. REUTERS/Adriano Machado/File Photo

Publicidade

O Senado aprovou nesta quarta-feira (28) o projeto de lei que reajusta os salários dos servidores do governo federal, com impacto estimado em R$ 73 bilhões nos próximos três anos.

A proposta, que agora segue para sanção do presidente Lula, foi aprovada em votação simbólica, com apenas dois senadores registrando voto contrário.

O texto inclui o reajuste salarial e novas regras para progressão de carreira, embora parte do desenvolvimento profissional dos servidores tenha sido retirada para análise em comissão específica na Câmara.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

O reajuste será implementado em duas etapas: a primeira já ocorreu em janeiro de 2025, e a segunda está prevista para 1º de abril de 2026.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o aumento médio para os servidores será de 27% entre 2023 e 2026.

Para cargos em comissão e funções de confiança, os percentuais variam de 9% a 30%, conforme o nível hierárquico.

O ministério também informou que, em 2023, houve reajuste linear de 9% para esses cargos, sem aumento em 2024.

Além do reajuste, o projeto cria novas carreiras, como Desenvolvimento Socioeconômico, Políticas de Justiça e Defesa, e Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários.

O texto prevê ainda a conversão de 14.989 cargos efetivos vagos em 15.670 novos postos, com 70% destinados a atender institutos federais, sem impacto financeiro adicional para o governo.

Continua depois da publicidade

A parte do projeto que trata do desenvolvimento profissional dos servidores foi retirada do relatório e será discutida em um grupo de trabalho sobre reforma administrativa na Câmara dos Deputados, coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) e com relatoria de Zé Trovão (PL-SC). Essa decisão visa aprofundar o debate sobre a carreira pública e suas regras.

O reajuste já está em vigor desde dezembro de 2024, por meio de medida provisória, mas precisava ser aprovado pelo Congresso para se tornar lei ordinária. O prazo para essa aprovação termina em 2 de junho.