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O Bradesco BBI manteve recomendação neutra para as ações da Ambev (ABEV3), com preço-alvo de R$ 12, refletindo a expectativa de uma possível desaceleração no ambiente de consumo no Brasil, combinada com o retorno da pressão de custos.
O banco destaca que os preços da cerveja no Brasil foram o principal fator que impactou os resultados da Ambev no primeiro trimestre de 2025, com avanço de apenas 2,5% na comparação anual. Apesar do melhor desempenho em volume no segmento premium, o dado levantou preocupações quanto à capacidade da companhia de preservar a rentabilidade em um cenário de retomada da pressão de custos e espaço limitado para repasses de preços.
Nesse sentido, segundo BBI, os dados de inflação de maio de 2025 não trouxeram grandes mudanças. “É verdade que a inflação mensal da cerveja ficou ligeiramente acima do índice geral de inflação tanto em abril quanto em maio, o que é um sinal positivo, mas os preços ainda estão abaixo do IPCA na comparação anual, sustentados por um desempenho fraco no primeiro trimestre de 2025”, explica.
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Segundo o Bradesco BBI, o segmento que tem contribuído para a desaceleração da inflação da cerveja em 2025 é o de consumo em casa, cuja inflação real recuou 1,5% em maio na comparação anual.
Por outro lado, a inflação real para o consumo fora de casa avançou 1% no mesmo período.
Para o banco, esse movimento representa uma reversão da tendência observada durante a pandemia e na fase de reabertura, quando a Ambev adotou uma postura promocional mais agressiva em bares e restaurantes para estimular a demanda. O cenário atual sugere, ainda, que a concorrência tem se mostrado mais intensa no canal off-premises (consumo do produto ocorre fora do local de compra).
Em termos de avaliação, o banco vê a ação sendo negociada a um Preço/Lucro de 14,5 vezes em 2025.
