Dólar acumula terceira queda consecutiva e volta à casa dos R$ 2,24

Manutenção do ritmo reduzido de intervenções do BC e novo piso histórico do risco país pressionaram a moeda dos EUA

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SÃO PAULO – Ainda reagindo à redução do ritmo das intervenções do Banco Central, o dólar comercial acumulou sua terceira queda consecutiva nesta terça-feira, voltando a operar na casa dos R$ 2,24.

Também vale destacar que o risco país atingiu seu novo piso histórico nesta sessão, na casa dos 270 pontos, favorecendo a entrada de capitais e pressionando o dólar.

BC mantém ritmo reduzido

Nesta sessão, a entidade realizou mais um leilão de swap cambial reverso e vendeu a totalidade dos 4.250 contratos, em uma operação que movimentou a US$ 203,8 milhões. Anteriormente, o BC vinha ofertando 8.800 contratos de swap reverso.

O banco ainda comprou dólares no mercado à vista e, segundo operadores de mercado, teria aceitado 14 propostas, com corte a R$ 2,2410.

Dólar encerra em queda

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2438 na compra e R$ 2,2440

na venda, baixa de 0,58% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3700, representando um ágio de 5,62%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 3,40% em janeiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 3,40%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.248,
baixa de 0,66% em relação ao fechamento
de R$ 2.263

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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em baixa de 0,67%,
atingindo R$ 2.265 frente
à R$ 2.280 do fechamento de

ontem.
Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,85% para março de 2006, queda de 0,02 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,80%, alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.