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SÃO PAULO – Com os investidores reagindo à decisão do Fomc a respeito do juro básico norte-americano e às intervenções do Banco Central no mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira, na casa dos R$ 2,22.
Na última terça-feira, o comitê norte-americano de política monetária elevou o juro dos Fed Funds em 0,25 ponto percentual, para 4,5% ao ano, e afirmou que novos ajustes para cima na taxa podem sem necessários, impulsionando a moeda.
Por outro lado, o cenário favorável para o ingresso de recursos impediu uma valorização mais expressiva do dólar. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a balança comercial brasileira encerrou o mês de janeiro com um saldo de US$ 2,844 bilhões, acima do apurado no mesmo período de 2005.
BC mantém ritmo de atuações
Nesta quarta-feira, o Banco Central voltou a vender todos os 4.550 contratos de swap cambial reverso ofertados, em uma operação que movimentou US$ 211,7 milhões.
O banco ainda comprou dólares no mercado à vista e, segundo operadores de mercado, teria aceitado 4 propostas, com corte a R$ 2,2235.
Dólar encerra em leve queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2258 na compra e R$ 2,2260
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na venda, alta de 0,54% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4700, representando um ágio de 10,97%
em relação ao dólar comercial.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 4,18%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 2.238,
alta de 0,38% em relação ao fechamento
de R$ 2.230
da última terça-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em alta de 0,36%,
atingindo R$ 2.258 frente
à R$ 2.250 do fechamento de
terça-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,67% para abril de 2006, queda de 0,01 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,78%, alta de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.