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SÃO PAULO – Em 2005, o comércio eletrônico nacional movimentou o equivalente a R$ 12 bilhões, sendo que, para 2006, o diretor executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara e-net), Cid Torquato, projeta um crescimento de 50%.
As previsões, segundo Torquato, se baseiam não só no desempenho recente do setor, mas também no avanço dos usuários de banda larga. Segundo o diretor da Câmara e-net, 80% dos consumidores online são usuários de banda larga, de forma que o crescimento desses usuários deve impulsionar as vendas pela internet.
Torquato também estima que existam atualmente no País, 18 milhões de internautas que utilizam a web como ferramenta de busca, com o intuito de efetuar uma compra. Desse universo, cerca de 5 milhões (27%) acabam efetuando uma transação digital, o que confirma a existência de um bom potencial de consumidores online no Brasil.
Certificação digital traria mais segurança
Mas, como era de se esperar, o crescimento do setor já tem atraído fraudadores.
Dados da Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) colocam em R$ 100 bilhões a R$ 200 bilhões as perdas anuais com fraudes nos sistemas de computação nacional.
Apesar disso, o índice de fraudes online no Brasil é considerado baixo, ocorrendo com maior freqüência nas transações financeiras. O diretor da Câmara e-net defende a adoção da certificação digital como forma de garantir mais segurança nessas operações.
Na certificação digital é adotado um sistema eletrônico que, representado por um cartão com chip ou com memória removível, é usado para identificação do consumidor. Com as partes envolvidas na transação identificadas, o risco de fraude deve cair para níveis insignificantes. Ainda assim, em entrevista à Agência Brasil, Torquato afirmou que, em alguns casos, as fraudes resultam da falta de atenção do consumidor.