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SÃO PAULO – Mesmo após o forte desempenho nos últimos meses, as ações brasileiras continuam baratas em uma comparação internacional. Esta conclusão pode ser obtida analisando os dados divulgados pelo banco de investimento Merrill Lynch em seu relatório semanal sobre ações latino-americanas.
Considerando a projeção para os próximos 12 meses da relação entre preço e lucro (P/L) dos principais mercados emergentes, o Brasil apresenta o indicador mais baixo, indicando que o preço dos papéis brasileiros ainda é baixo em relação aos lucros gerados pelas empresas.
Mais barato entre 11 mercados
O P/L de consenso para o mercado brasileiro nos próximos 12 meses é 8,7, ou seja, o preço médio esperado dos papéis é 8,7 vezes maior do que a projeção anual de lucro. Este é o indicador mais baixo entre os onze principais mercados emergentes analisados pelo banco norte-americano.
Embora diferenças na classificação de risco expliquem parte da diferença, os números evidenciam que o potencial de novas altas, ao menos analisando o mercado do ponto de vista fundamentalista, existe. Em somente três mercados o PL projetado fica abaixo de 10%: Brasil, Coréia do Sul (9,7) e Rússia (9,7).
A média dos países emergentes é de 11,3, com os latino-americanos ficando em 10,2, em boa parte em função das baixas projeções para o Brasil, que representa mais de 60% do valor de mercado dos quatro principais países da região (Argentina, Brasil, Chile e México).
Chile e Israel entre os mais caros
Em parte refletindo o fato de serem os dois países com melhor classificação de risco no grupo analisado pela Merrill Lynch, Chile (16,7) e Israel (16,5) apresentam os P/Ls mais elevados. A seguir ficam Índia (14,8), México (12,8) e África do Sul (12,6).
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Dentro de sua estratégia de investimento em ações na América Latina, o banco de investimento norte-americano destaca apenas o mercado brasileiro como overweight, mantendo classificação neutra para a Argentina e underweight para Chile e México.