Balonismo: pegue carona e aproveite o visual

Qualquer um pode voar num balão - de crianças a partir de 8 anos a idosos; preço da hora de vôo varia entre R$ 200 e R$ 250 por pessoa

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SÃO PAULO – Uma caminhonete, um cesto revestido de vime e alumínio, 4 cilindros de gás propano, um maçarico e 170 kg de náilon. O balonismo é o esporte que depende de todos esses materiais, assim como da paixão pela altura. Ao contrário do que pensa a maioria, voar num balão não é uma atividade radical. Tanto é verdade que pode ser feita por crianças a partir de 8 anos e por idosos.

No Brasil, os vôos são feitos principalmente em cidades do interior, próximas a zonas rurais. No Estado de São Paulo, a maior concentração de balonistas está ao redor de cidades como Piracicaba, Sorocaba e Sumaré. Existem diversas empresas especializadas, que oferecem passeios todos os fins de semana. O custo por pessoa para um vôo de uma hora varia entre R$ 200 e R$ 250. O valor é salgado, mas a experiência não tem preço.

Vista de tirar o fôlego

Em média, num vôo normal, os balões atingem uma altitude de 400 metros. De maneira geral, o esporte é seguro e pode ser feito inclusive por pessoas que têm medo de altura. A suavidade com que o balão se locomove é tão grande que tranqüiliza os tripulantes mais amedrontados. Lá de cima, a vista é impressionante. Pequenos povoados, minúsculos carros nas autopistas, florestas, extensas pastagens com plantações e gado. Tudo muito distante.

A uma certa altitude, o piloto começa a comunicação com a equipe de resgate, que se prepara para seguir o balão até o local de pouso. Em dias de ventos fortes, todo cuidado é pouco. Qualquer ventania pode levar o balão para longe da equipe de resgate e colocar em risco a segurança dos passageiros.

O recorde de altitude no Brasil foi de 9.040 metros. Um balonista experiente saiu da cidade de Rio Claro, SP, e percorreu 30 km até Piracicaba. Devido à grande altitude, a temperatura atmosférica chegou a 40 graus negativos. Foi preciso transportar cilindros de oxigênio para a respiração do piloto – a quantidade de oxigênio na atmosfera, nessa altura, era cinco vezes menor em relação a que existe no nível do mar.

História

Alguns historiadores e cientistas acreditam que a primeira experiência com balões aconteceu há 2 mil anos, no Peru, entre os índios Nazca.

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Oficialmente, o balonismo surgiu no século XVIII, na França, com os irmãos Montgofier, fabricantes de papel que buscavam novos usos para seu produto. Inicialmente, os balões tiveram função militar. No século XIX, Napoleão começou a usar equipes de balonistas para espionar as movimentações do exército inimigo. Nos EUA, durante a Guerra da Civil, balões eram ancorados e serviam como postos de observação.

Ainda no século XIX, os balões passaram a servir a cientistas e fotógrafos, que começaram a mapear cidades a partir de fotografias aéreas. Os balões também agilizaram a troca de informações entre cidades distantes na Europa. O que demorava dias para atravessar um país, passou a levar horas.

Atualmente, além de servir para o lazer, os balões auxiliam meteorologistas e empresas de publicidade, que usam o náilon como outdoor ambulante. Como a altura de um balão pode equivaler a um prédio de 7 andares, empresas podem colocar sua marca numa área de 150 metros quadrados e ofertar seu produto a milhares de expectadores.