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SÃO PAULO – Com os agentes atentos ao desempenho da moeda norte-americana no cenário externo e avanço do rendimento dos títulos do tesouro dos Estados Unidos, o dólar iniciou suas negociações em alta, impulsionado ainda pelo movimento de ajuste e pela atuação do Banco Central no mercado de câmbio.
Copom e juros nos EUA
Nesta terça-feira tem início a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que decidirá a nova taxa básica de juro da economia brasileira. De acordo com o relatório Focus, o mercado espera um corte de 75 pontos base, que passaria a Selic para 16,50% ao ano.
No mesmo sentido, diante das incertezas sobre o fim do ciclo de aperto monetário nos EUA , a alta nas taxas de juros de longos prazo nos Estados Unidos, também é um fator que taz preocupação aos investidores estrangeiros e impulsiona as cotações da moeda norte-americana.
Intervenção do Banco Central
Além das expectativas de redução na Selic, o Banco Central realiza mais um leilão de swap cambial reverso e oferece 4.550 contratos que podem movimentar cerca de US$ 200 milhões em operações que, por terem o efeito de uma compra de dólares no mercado futuro tendem a impulsionar os preços do dólar.
Vale colocar que, quanto aos preços internos, o mercado analisa os resultados do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de fevereiro, que apurou uma queda de 0,06% nos preços, enquanto o mercado esperava uma alta de 0,01%. Em janeiro, a inflação medida pelo índice foi de 0,72%.
Dólar abre em forte alta
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,1660 na compra e R$ 2,1690
na venda, forte alta de 1,36% em relação ao fechamento anterior.
Com a
variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra alta de 1,31%
neste mês de março, porém uma desvalorização de 6,63% desde o início do ano.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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