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SÃO PAULO – O dólar comercial voltou a subir nesta terça-feira, acumulando a sua terceira alta consecutiva, com os investidores reagindo ao noticiário externo.
Na noite de segunda-feira, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, sinalizou novos ajustes nos Fed Funds, durante discurso em Nova York.
Corrobora esta perspectiva, a alta acima do esperado do núcleo do Índice de Preços ao Produtor daquele país em fevereiro, divulgado pela manhã.
Cenário político em foco
O cenário político também influenciou as negociações nesta terça-feira. A quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro que é testemunha contra Palocci na CPI dos Bingos segue sob o foco e ainda preocupa em relação à sustentação do ministro no cargo.
Vale lembrar que o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista nesta terça-feira e, segundo operadores de mercado, teria aceitado 3 propostas a R$ 2,1600.
Dólar comercial volta a subir
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1700 na compra e R$ 2,1730
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na venda, forte alta de 1,12% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,2800, representando um ágio de 5,07%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,49% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,46%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.182,
forte alta de 1,02% em relação ao fechamento
de R$ 2.160
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em forte alta de 1,24%,
atingindo R$ 2.200 frente
à R$ 2.173 do fechamento de
ontem.
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Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,1730.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,10% para maio de 2006, alta de 0,05 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,69%, alta de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.