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SÃO PAULO – Depois de um início de sessão em queda, o dólar comercial reverteu a tendência na segunda metade do dia e encerrou a quinta-feira (23) em leve alta, acumulando a sua segunda valorização consecutiva.
Nesta quinta-feira, a alta do rendimento dos Treasuries e os resultados de um indicador do mercado imobiliário norte-americano preocuparam o mercado, que analisa o cenário externo com bastante cuidado, à espera da reunião do Fomc, na próxima semana.
Além disso, alguns analistas comentam que uma eventual saída de Palocci da pasta da Fazenda, em conseqüência das novas denúncias que atingem o ministro, poderia gerar certo desconforto entre os investidores, dada a sua grande credibilidade.
BC volta a comprar dólares no mercado à vista
Mantendo sua rotina diária, o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista nesta quinta-feira e, segundo operadores de mercado, teria aceitado 3 propostas, com taxa de corte a R$ 2,1580.
Dólar comercial fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1638 na compra e R$ 2,1640
na venda, alta de 0,51% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,2700, representando um ágio de 4,91%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,07% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,84%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.167,
alta de 0,37% em relação ao fechamento
de R$ 2.159
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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em alta de 0,46%,
atingindo R$ 2.185 frente
à R$ 2.175 do fechamento de
ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,1620.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,06% para maio de 2006, queda de 0,06 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,65%, estável em relação ao fechamento da sessão anterior.