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SÃO PAULO – Em uma terça-feira turbulenta para o mercado brasileiro, o dólar comercial fechou em forte alta de quase 2%, sendo cotado acima dos R$ 2,20.
Durante a sessão, o mercado especulou sobre o rumo da política econômica brasileira, agora sob o comando do novo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Ainda que o ministro insista em dizer que a política atual será mantida, o mercado segue no aguardo de sinais mais consistentes das intenções de Mantega à frente da Fazenda.
Dólar comercial fecha em alta
Também influenciou o mercado de câmbio, a expectativa em torno da reunião do Fomc, que marca a estréia de Ben Bernanke na cadeira principal do Federal Reserve e trouxe certa cautela ao mercado.
Por outro lado, a ausência do Banco Central por mais uma sessão, a segunda consecutiva, desacelerou os ganhos da moeda no final do dia.
Dólar fecha em forte alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2060 na compra e R$ 2,2090
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na venda, forte alta de 1,84% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3200, representando um ágio de 5,17%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 3,18% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 4,91%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.213,
forte alta de 1,79% em relação ao fechamento
de R$ 2.174
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em forte alta de 1,64%,
atingindo R$ 2.228 frente
à R$ 2.192 do fechamento de
ontem.
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Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,2080.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,82% para maio de 2006, queda de 0,16 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,63%, queda de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.