FIDCs mantém bom ritmo do ano passado e captação em 2006 já supera R$ 2 bilhões

Busca por melhores alternativas de investimento em renda fixa leva entrada líquida a quase R$ 10 bilhões em doze meses

Publicidade

SÃO PAULO – Mantendo o bom nível de captação registrado no ano passado, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) apresentam uma entrada líquida de recursos de R$ 2,039 bilhões em 2006, considerando dados disponíveis até o dia 23 de março.

Segundo números publicados pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos), com o desempenho, a captação acumulada em 360 dias já se aproxima dos R$ 10 bilhões. A título de comparação, a categoria de fundos em pauta registrou uma entrada líquida de R$ 7,348 bilhões em 2005.

Mercado vem se desenvolvendo

A excelente performance em termos de captação reflete o acelerado desenvolvimento do mercado de Direitos Creditórios e da indústria de fundos de investimento em geral.

Ademais, em um cenário de taxas de juros declinantes, muitos investidores vêm buscando alternativas mais atrativas de aplicações em renda fixa, favorecendo, assim, produtos que oferecem rentabilidade mais atrativa, como os FIDCs.

Soma-se também a este cenário o ainda excessivamente elevado spread entre as taxas de juros de empréstimos e as taxas oferecidas por diversas aplicações, a despeito do ciclo de queda da Selic. Como os FDICs ganham vantagem comparativa em relação a outros produtos financeiros em função deste spread, estes fundos são favorecidos pela situação atual.

Comparação com fundos de previdência

Outro aspecto que chama a atenção é que, diferentemente do observado em 2005, os FIDCs captaram mais do que os fundos de previdência nos três primeiros meses do ano corrente, visto que estes últimos registraram entrada líquida de R$ 1,567 bilhão até o dia 23 de março.

Continua depois da publicidade

Em 2005, os fundos de previdência adicionaram a seu patrimônio líquido R$ 12,067 bilhões, quase R$ 3 bilhões a mais do que os FIDCs, mas a tendência parece se reverter em 2006.