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SÃO PAULO – Poupar não é uma tarefa fácil para a maioria das pessoas. Porém, não precisa ser sempre assim. Para isso, o primeiro passo a ser dado é rever a forma como se relaciona com o dinheiro. Tarefa mais difícil do que parece, se considerar que, a todo o momento, somos bombardeados por anúncios que nos levam a confundir desejos com necessidades.
Também contribui para esta dificuldade o fato de que somos induzidos a acreditar que “consumindo” seremos mais felizes, mais realizados profissionalmente, mais bem aceitos e integrados na sociedade.
Esta é, na verdade, a razão pela qual, para se transformar em um poupador, você precisa estar preparado para uma mudança dramática na forma como se relaciona com o dinheiro. Poupar não é algo natural, instintivo, é algo que você precisa aprender a fazer, e isso exige esforço!
Como estarei daqui a alguns anos?
Infelizmente muitas pessoas só entendem a necessidade da mudança quando é tarde demais, quando chegam ao fundo do poço. Em outras palavras, quando perdem o emprego ou se atolam em dívidas. Mesmo que sua situação não seja tão desesperadora, provavelmente não será bem-sucedido no seu esforço de poupar, se não se empenhar.
Neste aspecto, você está em vantagem, por começar cedo! Reflita sobre o seguinte: se você não mudar a forma como administra o seu dinheiro hoje, onde estará daqui a alguns anos? É bem provável que, ao fazer esta reflexão, você se conscientize que, se não fizer nada, não terá a aposentadoria dos seus sonhos. Talvez seja este o incentivo que falta para que você se convença da necessidade de se transformar em um poupador.
Aqui é importante reforçar que a intenção aqui não é criar um “pão duro”, mas sim desenvolver em você o entendimento de que poupar não significa abrir mão para sempre de um sonho, mas sim adiá-lo por algum tempo, pelo simples fato de que ao poupar poderá realizar sonhos ainda maiores no futuro.
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E para que você não se transforme em “pão duro”, procure o equilíbrio. Isto é, adie alguns sonhos, mas realize outros no meio do caminho, senão você acaba se desanimando.
Analisando a relação?
Para se transformar em um poupador bem-sucedido, você precisa ter certeza de que seu esforço será compensado. E nada melhor para isso do que pensar nos seus objetivos e metas. O que exatamente você gostaria de alcançar? É importante que esta meta reflita os seus valores e necessidades, e não apenas desejos desenfreados de consumo.
Feito isso, é hora de “analisar” a sua relação, não com o namorado (a), mas com o dinheiro. Você sabe para onde ele está indo? Você está usando-o de forma produtiva? Quais os fatores que levam você a gastar? Escreva em um caderno tudo aquilo que gastou e o porquê desta decisão.
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É bastante provável que você consiga estabelecer uma relação emocional para os seus gastos, ou seja, é possível que você constate que gasta mais quando está triste, quando está estressado etc.
Além de entender melhor como decide gastar o dinheiro, manter um controle dos seus gastos lhe dará uma idéia mais clara sobre onde pode cortar “gorduras”. Como a maioria das pessoas, você certamente tem a sensação de que seu dinheiro sai mais rápido do que entra. Tente entender que razões escondidas levam a uma saída mais rápida do seu dinheiro.
Pesquisar preços é uma forma construtiva de cortar gastos sem grandes sacrifícios, pois permite que você mantenha o seu padrão de vida, ou seja, compre o que quer, mas a um custo menor. Porém, para quem tem um padrão de gastos acima do que a sua base de receita permite, não é possível se transformar em um poupador sem uma mudança no seu padrão de vida.
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Crie o hábito de poupar
A maioria das pessoas gasta sem pensar, ou seja, consome por impulso. Por que não fazer o mesmo com a sua poupança? Como? Simples, imagine que você financiou seu computador, e agora, após longas prestações, acabou de quitá-lo.
Será que não vale a pena investir o dinheiro que antes estava sendo gasto com o pagamento da prestação? Afinal, você já havia acomodado o seu orçamento para esta saída e, a menos que tenha uso melhor para o dinheiro, esta pode ser uma forma interessante de começar a poupar.
Procure reduzir as chances de você usar de maneira indevida o seu dinheiro. Quando for ao shopping, por exemplo, opte pelo uso consciente do cartão de crédito e do talão de cheque. Tenha em mente a quantia disponível para ser gasta, e não fuja deste limite. Adote a postura de sempre questionar a necessidade de cada gasto que você incorre, e logo verá que pode economizar bastante apenas controlando seus impulsos.
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Controle os impulsos
Cuidado com as compras on-line: além de facilitarem a sua vida, elas podem deixar um rombo no seu orçamento. Além da comodidade de se comprar sem filas, a internet permite que você use o cartão de crédito para pagar. O problema é que você acaba não tendo a sensação real de que está gastando.
Quando você vai ao shopping, depois de algumas compras, o número de sacolas aumenta, e você, senão pelo bom-senso, mas sim pelo peso, começa a refletir se não perdeu o controle! Isso não acontece nas compras on-line. Talvez seja este consumo por impulso que explique, ao menos parcialmente, por que o valor médio das vendas on-line superar a média do comércio em geral.
Neste processo de se transformar em um poupador, você certamente terá alguns obstáculos no meio do caminho, que irão tornar o alcance do seu objetivo mais difícil. A questão aqui é não desanimar: a escolha da palavra investimento não é aleatória, poupar exige tempo e paciência.
Finalmente, não se esqueça de que, se você não estiver convencido de que a mudança é necessária, provavelmente nunca conseguirá se transformar em um poupador.