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SÃO PAULO – A última semana de agosto foi bastante positiva para o mercado brasileiro, com os dados do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro animando os investidores. No cenário externo, a passagem do furacão Katrina pela região do Golfo do México provocou comoção no cenário internacional e afetou o desempenho dos mercados.
Neste contexto, a bolsa brasileira encerrou a semana em alta de 4,52%, enquanto o dólar comercial recuou 3,04%. Os juros futuros, por sua vez, encerraram a semana em queda.
Cenário interno: dados do PIB animam
A semana foi marcada pela divulgação dos dados do PIB, que trouxeram a percepção de que o momento político ainda não trouxe impacto sobre a economia e elevou o otimismo. De fato, o crescimento de 3,9% sobre o mesmo período de 2004 foi impulsionado pelo bom desempenho do setor industrial e pela demanda interna. Comparada com os números do primeiro trimestre, a expansão foi de 1,4%, a maior em mais de um ano e no topo das expectativas.
E da economia vieram outros dados positivos durante a semana, como a décima quinta redução consecutiva da projeção do Focus para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ao final do ano, ficando cada vez mais próxima da meta, e a deflação de 0,44% do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que foi a maior da história. Também trouxeram otimismo o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e a balança comercial fechada de agosto.
Cenário externo: Katrina agitou o cenário externo
No cenário externo, o destaque ficou com a contabilização dos prejuízos causados pelo furacão Katrina na região do Golfo México nos Estados Unidos. Além de fazer várias vítimas fatais, o fenômeno ainda atingiu as instalações petrolíferas e de refino da região, impulsionando o preço do produto para novos recordes, acima dos US$ 70, nas bolsas internacionais.
A notícia também fez com que o governo dos EUA usasse parte de suas reservas estratégicas de óleo bruto para reduzir a pressão sobre a oferta, como fez também a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que se prontificou a elevar sua produção. O maior temor do mercado, no entanto, é com a capacidade de refino de combustíveis, que também foi bastante prejudicada.
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Outras notícias negativas durante a semana foram o crescimento abaixo do esperado do PIB dos Estados Unidos e o fraco resultado do Relatório do Emprego, que mostrou criação de empregos bem inferior às expectativas. Por fim, o Banco Central Europeu não surpreendeu e manteve a taxa de juro na zona do euro em 2% ao ano pela 27º vez consecutiva.
Ibovespa avança e dólar recua forte
O dólar comercial encerrou a semana em queda de 3,04%, sendo cotado a R$ 2,330 no fechamento de sexta-feira, quando acabou encerrando com desvalorização de 1,35%. O real foi beneficiado pela melhora do cenário político e pela manutenção do fluxo positivo de capitais.
No mercado de juros futuros, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2007, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 18,00% na sexta-feira, frente a uma taxa de 18,11% no encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 19,65%, pouco abaixo da taxa de 19,66% da semana anterior.
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Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana em alta de 4,52%, sendo cotado a 28.319 pontos. O bom desempenho da economia no segundo trimestre animou o mercado e trouxe a expectativa de resultados ainda melhores após o início do ciclo de queda do juro básico.
Próxima semana: atenção aos feriados
A primeira semana de setembro será mais curta tanto no Brasil quanto nos EUA. Enquanto aqui o feriado do Dia da Independência acontece na quarta-feira, os norte-americanos comemoram o Dia do Trabalho na segunda-feira.
Na agenda interna, o destaque fica com a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que ocorre na terça-feira. Já nos Estados Unidos, o mercado deve ficar atento ao Livro Bege do Federal Reserve.