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SÃO PAULO – Para quem acha que no Brasil só há lugar para grandes instituições financeiras como Bradesco e Itaú, os pequenos bancos respondem com especialização. A busca destes por nichos específicos já se converte em descentralização do crédito e desconcentração de patrimônio.
Apesar de tímidos, os pequenos bancos estão se desenvolvendo por meio de ações específicas. A maioria deles mira no crédito consignado, como o Banco Capital, dono de uma única agência em Salvador, e o Bic Banco, de atuação exclusivamente jurídica.
Esta tendência pode ser notada entre os 20 maiores bancos do País. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), em 2003 a concentração do crédito era de 0,9% – no ano passado, já estava em 0,83%.
Durante o mesmo período, a concentração de patrimônio líquido desses mesmos bancos caiu de 0,846 para 0,768.
Bancos Médios
Para o consultor da Engenheiros Financeiros Consultores (EFC), Carlos Coradi, os bancos médios crescem menos, mas também se sustentam graças às fusões ocorridas durante a última década.
Outro fator citado por Coradi diz respeito à redução do depósito compulsório exigido pelo Banco Central ocorrida no ano passado, que teria beneficiado as instituições de médio porte.
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As informações são do Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).