Ipea revisa para cima previsão de crescimento do PIB brasileiro

Crédito, investimentos e renda em alta fazem instituto projetar expansão econômica de 3,5%, contra 2,8% de antes

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SÃO PAULO – A economia brasileira deve crescer 3,5% este ano, segundo nova previsão do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), que nesta semana decidiu rever para cima sua expectativa anterior de alta de 2,8% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

De acordo com o órgão vinculado ao ministério do Planejamento, a projeção mais positiva para a economia em 2005 se deve a uma combinação de fatores, como a indicação de que os investimentos produtivos continuarão em alta e o crédito seguirá abundante, já que a inadimplência não cresceu acima da média nos últimos meses.

Além disso, o Ipea destaca também a proximidade do início de um ciclo de quedas da taxa básica de juros, abrindo espaço para o aquecimento da demanda interna, e cita os ganhos salariais que a queda da inflação têm proporcionado aos trabalhadores brasileiros.

Indústria em expansão

As previsões do Ipea para cada segmento da economia brasileira mostram que a indústria deverá crescer 4,9% em 2005. Em seu boletim de junho, o instituto previa alta de apenas 3,7% no PIB industrial. Já a evolução do setor de serviços passou a ser projetada em 2,1%, contra 2,0% do relatório anterior.

As exportações de bens e serviços também foram revistas para cima no último estudo do Ipea, que agora trabalha com a possibilidade de elevação de 11%, e não mais os 9,4% considerados em junho. Dessa maneira, o saldo positivo da balança comercial pode chegar a US$ 39,1 bilhões, cifra superior aos US$ 35,3 bilhões calculados antes.

Em 2005, os gastos do governo também prometem ser maiores do que se imaginava: o aumento previsto passou de 1,0% para 1,8%.

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Por outro lado, dois indicadores protagonizaram deterioração entre os dois relatórios divulgados pelo Ipea. A expansão do PIB da agropecuária este ano agora é estimada em 3,2%, ao passo que em junho o instituto imaginava que esta taxa seria de 3,4%. O consumo privado brasileiro também deve crescer menos: 3,4% contra 3,8%.