JBS investe R$ 17 milhões e gera 2 mil MWh a partir do metano em unidades da Friboi

Volume seria suficiente para abastecer 18 mil residências durante um mês

Estadão Conteúdo

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Funcionários da JBS na cidade de Lapa, no Paraná
21/03/2017
REUTERS/Ueslei Marcelino
Funcionários da JBS na cidade de Lapa, no Paraná 21/03/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

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A JBS (JBSS3) anunciou, em nota, que já gerou cerca de 2 mil MWh de energia elétrica a partir do metano capturado em suas operações industriais, com um investimento de R$ 17 milhões. O volume seria suficiente para abastecer 18 mil residências durante um mês, segundo a companhia.

O metano é convertido em biogás, sendo utilizado para alimentar geradores em unidades da Friboi, promovendo eficiência energética e reduzindo os custos operacionais. Desde 2023, a produção de cerca de 50 milhões de metros cúbicos de biogás evitou a emissão de 263,7 mil toneladas de CO2 equivalente.

Nas unidades de Ituiutaba (MG) e Andradina (SP), os geradores movidos a biogás já estão em operação e responderam por 1,17 milhão de kWh e 874 mil kWh de energia, respectivamente, proporcionando uma economia de cerca de R$ 1 milhão. As plantas de Barra do Garças (MT) e Mozarlândia (GO) devem entrar em operação semelhante nos próximos meses, com expectativa de produzir mais 1,1 milhão de kWh.

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Até o fim do primeiro semestre de 2025, a previsão é de que 18 geradores estejam operando em quatro unidades. A iniciativa é parte de um investimento iniciado em 2021, quando a empresa implementou biodigestores em nove fábricas para capturar o metano produzido nos frigoríficos.

O investimento total na infraestrutura de biodigestores alcança R$ 77 milhões, dos quais R$ 55 milhões da própria JBS, R$ 4 milhões da Âmbar Energia, da J&F Investimentos, e R$ 18,4 milhões de outros parceiros. Os recursos são destinados principalmente aos geradores, que têm tecnologias de monitoramento em tempo real.

A JBS também avalia expandir o uso do biogás como combustível para sua frota, o que pode reduzir ainda mais os custos com diesel e as emissões de gases de efeito estufa. “Estamos atentos às oportunidades de receita com a comercialização do biogás ou da energia elétrica excedente, seja para distribuidoras de gás, seja para indústrias. A ideia é ampliar cada vez mais esse modelo”, disse, na nota, a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, Liège Vergili Correia.

Com foco na economia circular, a companhia aposta no biogás como alternativa para substituir biomassa em caldeiras, gerar energia e apoiar uma eventual transição para uma frota menos dependente de combustíveis fósseis. “”Esse é apenas o começo de um movimento estratégico. Tenho certeza de que colheremos excelentes resultados a partir desses investimentos”, acrescentou a executiva.