Publicidade
SÃO PAULO – Ainda novos por aqui, fundos como o dos Papéis Índice Brasil Bovespa (PIBB) já mostram um histórico de sucesso nos Estados Unidos. Os ETFs, ou Exchange-Traded Funds, apresentam um patrimônio líquido superior a US$ 245 bilhões, bem acima dos dois exemplos nacionais.
A primeira oferta do PIBB, em julho de 2004, disponibilizou R$ 600 milhões em cotas. Na segunda oferta, cujo período de aquisição começou em 12 de setembro, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) propõe R$ 1 bilhão.
Embora em fase seminal, o projeto de PIBBs do BNDES tem bons indícios nos quais se espelhar. No ano passado, surgiram 35 novos ETFs nos EUA; os meses de 2005 já contam mais 12. São traços de uma evolução rápida, que fez com que os únicos dois fundos norte-americanos do tipo em 1995 estivessem ao lado de outros 179 neste ano.
Os ETFs e suas referências
Um dos fatores que explica a explosão de Exchange-Traded Funds é seu bom desempenho dada a base de referência, ou benchmark. Nos EUA há o QQQ, acompanhando o índice Nasdaq, e o Spiders, que segue o S&P 500. Já o principal índice das bolsas mundiais, o Dow Jones, tem o Diamonds como ETF.
Os Papéis Índice Brasil Bovespa levam esse nome pois referenciam-se no IBrX-50, versão compacta do Índice Brasil. Trata-se de uma carteira de 50 das ações com maior valor de mercado na Bolsa de Valores paulista. O índice foi criado em 2002, representando uma opção mais facilmente reproduzida pelo mercado.